CONTEXTO & DESAFIO
O surfe é um dos poucos esportes em que homens e mulheres competem no mesmo circuito, nas mesmas ondas, pelo mesmo prêmio. Desde 2019, a WSL paga premiações iguais em todos os eventos que organiza. Mas a igualdade no papel chegou depois de décadas de outra realidade no mar. Para o Dia Internacional da Mulher de 2025, a WSL Brasil queria celebrar as surfistas sem cair na homenagem protocolar de flor e frase pronta: olhando para as conquistas, para as lutas do presente e para um futuro de equidade.
INSIGHT
Quando as mulheres chegaram ao surfe, o mar já tinha dono. Era muita onda e nenhuma mulher. Cada espaço no line-up foi conquistado no braço. E esse movimento não pode parar. Basta escutar o chamado.
CONCEITO
SurFEM. Surf + Feminino.
Uma palavra só, desenhada para ser hashtag, assinatura e grito de guerra ao mesmo tempo. A ideia nasceu para crescer: #SurFEM pensada para estar onde houver uma surfista, uma praia ou uma conversa sobre mulheres no esporte. Mais do que uma campanha, um movimento.
O FILME
O filme abre em sépia, como arquivo, e é narrado por quem disputou cada metro de mar:
Quando nós chegamos era tudo areia. Muita onda e nenhuma mulher. O jeito foi conquistar nosso espaço no braço!
A cor volta junto com elas. O roteiro brinca com o olhar que sempre reduziu a mulher na praia à aparência, "Quer beleza? Olha esse drop, que beleza", e devolve com manobra: o tubo, o layback, a rasgada. Nada de sereia de canto doce.
Sereia, aqui, só de pé na prancha. E com canto de guerra! Mas, se uma cair, várias levantam.
E fecha com o nome da campanha virando assinatura: SurFEM. Nada vai parar a gente.






ONDAÇO
O chamado saiu da tela e foi para o mar. Ao longo da primeira semana de março, Tati Weston-Webb, primeira surfista brasileira medalhista olímpica, convocou suas seguidoras a pegar onda em todo o Brasil no dia 8 e registrar nas redes. Uma onda coletiva, de norte a sul, para mostrar a presença feminina no mar, sua voz e sua força no esporte.
Nas redes da WSL Brasil, a convocação virou contagem regressiva. Surfistas, queremos ver vocês. Mulheres, nos vemos na água. O mar é o seu palco! Queremos assistir! Na véspera, amanhã as ondas são delas. E no dia 8, a frase que resumia tudo: hoje o mar é todo nosso. Cada surfista era chamada a postar seu surf com a #SurFEM e marcar a WSL Brasil, transformando o perfil da liga em vitrine das mulheres no mar.






